| Eu sou natural do Rio de Janeiro, nasci num bairro da zona norte e tive uma infância difícil por ter sido criado só por minha mãe, Maria das Dôres. Meu pai saiu de casa quando eu tinha seis anos, e desde então, minha mãe, uma heroína, teve que ser mãe e ocupar a cadeira de pai.
Foram anos difíceis, uma infância onde eu tinha que ajudar minha mãe a cuidar de meus irmãos, já que eu era o mais velho da família. Esses anos foram difíceis, mas minha mãe os tornou mais suaves com seu amor, carinho e cuidado por mim e por meus outros dois irmãos, um dos quais também é ministro do Evangelho.
Aos treze anos tive minha experiência de conversão com Jesus, e isso foi uma mudança radical em minha vida, pois apartir daquele dia, 27 de setembro de 1975, toda minha ótica de vida foi mudada. Eu era um adolescente introvertido ao extremo, ser pastor, estar a frente de pessoas, só no querer, mas na realidade, nem pensar!
Comecei a ler a Bíblia com uma avidez tão grande que em pouco tempo já a tinha lido toda. Hoje já li cinco vezes, e quero ler muitas vezes mais.
Com meu gosto pela leitura bíblica veio um interesse enorme por tudo que se relacionava ao Reino de Deus, ao evangelismo, a salvação de vidas.
Me entreguei profundamente ao serviço da igreja, ocupando diversos cargos, diversas posições, inclusive de liderança. Também comecei a sentir um enorme desejo de pregar o Evangelho para presidiários e presos em cadeias comuns, as de delegacia. Comecei a participar de evangelismo em hospitais, praças públicas e em reuniões nos lares.
Mas um dia Deus usou vários de seus servos para me dizer que me queria no ministério. Minha primeira reação foi a negação. Eu sabia o que representava ser pastor, as lutas, implicações e eu dizia ao Senhor que era servo dele, para fazer tudo, mas ser pastor, não!
E por dez anos disse não ao Senhor. Eu dizia: Senhor, quero ser psicólogo, um dos melhores, mas pastor, não! Posso ajudar os teus servos, pessoas na comunidade.
Eu posso ser uma benção como psicólogo, o Senhor pode contar comigo, mas pastor, não!
Então, Deus começou a fechar diversas portas para mim, até que eu entendi que tinha uma chamada ministerial. Soube tanto disso, que nos primeiros anos de Seminário vários colegas de classe diziam que ainda não sabiam o que iriam ser, se missionários, se pastores, se somente terminariam o curso, mas eu dizia com toda convicção: Eu já sou um pastor. Não tenho a menor dúvida! Estou aqui para aprender o necessário, mas minha forte convicção é de que sou um pastor, que Deus já me ungiu para tal, mesmo antes de terminar o curso, mesmo antes do concílio e mesmo antes do culto de ordenação.
E Deus foi confirmando isso passo a passo. Deixei o Brasil e terminei o Bacharel em Teologia aqui nos Estados Unidos.
Fui examinado e ordenado por pastores americanos e brasileiros e desde então tenho estado envolvido com ministério de todo coração. Jamais seria feliz se não fosse amar a Deus servindo o povo dele como ministro do evangelho.
E tenho um filho, Thiago, que é minha grande benção. Um rapaz inteligente, um lider-nato, carismático que faz amizades por onde vai, um servo de Deus que para ele tenho uma grande ambição, ou seja, que venha a ser pastor e influenciar muitos jovens de sua geração. |